quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Não quero um príncipe encantado...

Não quero alguém que tenha de estar sempre perfeito. Que siga protocolos e não desabotoe o casaco.

Quero alguém que não tenha medo do ridículo.

Que alinhe nos meus devaneios e quando digo "vamos" me diga "já devíamos ter ido".

Quero alguém que me faça sonhar, mas que me faça ter os pés bem assentes na terra. Sem filtros, sem máscaras, sem ter de ser, ter de dizer, ter de fazer.

Quero alguém que me queira tal como sou, por inteiro. Com virtudes, defeitos, pancas e manias.

Quero alguém que dance, dance na rua, dance no bar, dance onde quer que seja.

Quero alguém que coma, tanto ou mais do que eu, e que sinta que isso é sem dúvida um dos maiores prazeres da vida.

Quero alguém que me aceite. Que saiba que não tenho sempre o cabelo ou as unhas perfeitas e nem eu sou perfeita.

Quero alguém que sonhe e que lute, sem nunca esquecer de onde veio, quem lhe quer bem, e ainda menos para onde quer ir.

Quero alguém que saiba o que quer e não desista até conseguir.

Quero alguém que venha e que fique!

Com a certeza de que não será a minha metade, porque eu sou inteira!

Da felicidade...

De joelhos esfolados, meias rasgadas e cabelo sempre à frente dos olhos, despenteada.

De sorriso no rosto, mão na anca, unhas sujas de terra e sempre pronta para o disparate.

Com palavrões na ponta da língua só à espera da oportunidade para saltarem e sem medo da discussão com as primas, entre gargalhadas e puxões de cabelo, lá nos entendíamos. (Ou então os adultos separavam, quando a Catarina mordia e não conseguíamos que tirasse os dentes).

Com saltos altos da madrinha pelos corredores, telefonemas endiabrados, banhos no tanque e Pisang Ambon às escondidas.

Com férias sempre na mesma praia e com as mesmas pessoas.

Medos de palhaços, do escuro e de morrer. 
Tão pequenina e já com medo de morrer, por gostar tanto de viver.

Uma menina tímida na escola, uma menina arisca em casa.

Loira, leve e solta.

Assim foi a minha infância.

 Tão feliz!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Do café...

O cheiro do café é o que mais vezes me leva até si, aviva-me a memória.

Sempre que o sinto é impossível não recordar: o cheiro a café que se fazia sentir nas escadas sempre que as subia, ou na cozinha antiga de madeira.

O cheiro do café que inundava a casa e me levava sempre até si.

Todas as vezes que pedíamos "eu também quero tomar café" e os nossos pais diziam "não!", a avó dizia sempre "deixa-a beber!".

Assim eles acediam, porque ias à banca de pedra e colocavas água, tinha mais água do que café, mas era o melhor café do mundo.

Sabias que com isso nos sentiríamos importantes e crescidas, "porque já podíamos tomar café"!

Também sabias que esse era um dos momentos mais cúmplices entre avó e netas!

Tenho saudades avó Miquinhas!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ovos no Purgatório by Nigella

A propósito de uma foto que vi ontem no Instagram e partilhei no facebook do blogue, decidi perguntar às minhas ansiosas entendidas o que era isto:


Tem ou não tem bom aspecto?!

Recebi várias explicações, para uns shakshuka, para outros tomatada, para outros ovos no purgatório by Nigella (que diz que é ideal para quem está de ressaca).
Dizem que a receita é dentro disto:

Ingredientes (por pessoa):
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 dente de alho pequeno (descascado)
  • 1/4 de uma colher de sobremesa de piri-piri moído
  • 1 lata de tomate em pedaços (400g)
  • 1/2 colher de sobremesa de flor de sal (ou sal de mesa a gosto)
  • 1 ovo grande (ou 2 ovos, se quiser)
  • 2 colheres de sobremesa de parmesão ralado (já fiz esta receita com outros queijos ralados, pode experimentar à vontade! Mas o sabor do parmesão…)
  • Umas gotas de tabasco/outro piri-piri (opcional)
  • 2 fatias de pão, ou as necessárias (pão à escolha)
Preparação
  1. Deite o azeite numa frigideira (pequena, se for para uma só pessoa) e depois use um ralador para desfazer o alho e junte à frigideira. Adicione o piri-piri moído e ponha, então, a frigideira em lume médio, mexendo por um minuto.
  2. Deite todo o conteúdo da lata de tomate, tempere com o sal e deixe começar a ferver. Tem que ficar quente o suficiente para escalfar o ovo.
  3. Parta o ovo para a frigideira, espalhe o parmesão por cima, deixando um pouco da gema exposta e tape parcialmente com uma tampa. Deixe borbulhar por 5min, altura em que a clara já deve estar cozinhada mas a gema ainda líquida. No entanto vá prestando atenção durante estes minutos para que o ovo não fique demasiado cozinhado.
  4. Tire do lume e sirva – se desejar – com mais um pouco de parmesão ralado e um splash de tabasco. Use o pão para mergulhar neste inferno divinal.
Nessa receita colocaria ainda cebola e pimento e aí sim, acho que ficaria perfeito.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Daquelas coisas que adoro... nos outros!

Na quinta experimentei uma na minha loja favorita.





Senti-me um pequeno pote abajur e não foi bonito.

Portanto meninas a quem esta saia fica bem, usem e abusem.

Eu tenho imensa pena, mas não vai dar!

A maquilhagem correu mal?!

Deixa lá, não és a única.










segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Agenda 2017

A minha foi oferecida, pela minha melhor amiga. E a vossa?!

Aqui ficam duas sugestões, que podem comprar aqui.




Sabes que és uma lateira quando...

As tuas fotos favoritas são estas:








Passagem de ano by Bazaar à Porter!

Falta apenas 1 mês para o ano terminar, se querem optar pelas compras online para essa que será a última noite do ano, devem começar a pensar nisso.

Aqui ficam algumas sugestões de uma das minhas páginas favoritas.






Gilmore Girls

Como é que a Rory e a Lorelai voltaram e eu só soube hoje?! 😑

Como é que a mulher que diz sempre tudo o que pensa, come como se o mundo fosse acabar, mostra que as mulheres podem fazer tudo e que para esse tudo há solução, voltou e eu só soube hoje?!

Vá também foi só na sexta o regresso.







terça-feira, 22 de novembro de 2016

Que seja um grande 31!

Os 31 chegaram, chegaram rápido, porque ainda ontem tinha 18.

Os 31 chegaram e eu estou feliz! 
É cliché, mas dane-se, eu estou feliz!

Saí dos 30 a vencer. 
Ontem tive um dia duro, é certo.
Mas tive um dia em que me superei, um dia em que batalhei por um sonho e sabem o que mais?! 
Eu consegui! Ainda não estou lá, mas estou um passo mais próxima!

É por isso que acredito que é possível voar, desde que nunca deixemos de acreditar nos nossos sonhos.
Fui buscar forças às minhas estrelinhas e enquanto pensava "tu consegues, tu consegues" a lutar contra os pulmões e as pernas que queriam falhar, também era neles que pensava e a eles que pedia força.
Mais uma vez: não me falharam, nunca falham!



Se olhar para trás, sei que tive um ano duro, em que algumas pessoas quiseram sair da minha vida . 
Mas se olhar para trás, coisa que faço cada vez menos, também sinto orgulho, muito orgulho, porque venci. Deixei ir todos aqueles que não querem estar comigo e a carga é tão mais leve.




Saí dos 30 feliz e entro nos 31 de bem com a vida. 
De bem com todos aqueles que estão junto a mim. 
Os que são de sangue, os que eu escolhi e os que me escolheram. 
Os que tornam os meus dias mais coloridos, mais mágicos e verdadeiros.
Àqueles que vibram nas minhas vitórias e me puxam com um fio invisível quando as coisas correm menos bem.
Àqueles que me protegem, que me mimam, que me dizem "tu consegues!".  
Eu agradeço!




Agradeço porque de facto: eu consigo. Com esforço, dedicação e muita vontade de vencer: eu consigo.
Estou feliz e isso de se estar feliz é do caraças!



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Faltam 4 dias para os inta e ...

Daqui a 4 dias entro nos 30 e ...

Daqui a 3 dias estou um passo mais perto de um sonho, se correrá bem?! Não sei. 
Vou com fé e com a certeza de que o melhor de mim estará ali. 
O resultado: é o que tiver de ser.

Daqui a 4 dias entro nos 30 e... dizem que o tempo passará mais rápido, ou pelo menos, será mais valorizado.

Entro nos 30 e ... mais serena do que quando os 30 chegaram. 

Entro nos 30 e ... sabendo que não vale a pena planear muito, a vida dá voltas; não vale a pena dramatizar, ganhamos rugas e perdemos tempo que poderia ser aproveitado de uma forma tão mais divertida.

Entro nos 30 e ... sabendo que vale sempre a pena acreditar no amor, porque quem te desilude são as pessoas.

Aprendi, já há muito, que o melhor da vida são os afectos, a família, os amigos e as pessoas que te querem bem.

Aprendi que um abraço vale muito mais do que frases feitas, que um "estou aqui" é suficiente, mas que mais do que tudo isso: as atitudes, os gestos bonitos são aquilo que guardaremos para sempre.

Aprendi a ser feliz sozinha, sem esperar o que quer que seja. 

Sou afortunada, não me canso de o dizer, não pelo dinheiro que tenho no banco, mas pelas pessoas que tenho junto a mim, que compõem a minha vida e o meu coração.

Entro nos 30 e ... e a vocês, que sabem quem são, é isto que quero dizer: 




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Herói de Hacksaw Ridge.

Ainda não foram ver?! Então e estão à espera do quê?!
Se precisam de uma dose de motivação extra é óptimo.

Assim como de perceber que com bom coração, luta, coragem e persistência conseguimos tudo.

É um filme baseado em factos reais, o que para mim significa mais um ponto extra, foi realizado por Mel Gibson e tem a classificação de 8,7/10 no IMDB, ou seja, só boas razões para irem ao cinema!


Nascido na Virgínia, Desmond Doss era Adventista do Sétimo Dia e recusava usar ou sequer tocar em armas. Os seus princípios religiosos escoravam-se em dois episódios de violência que o marcaram, um passado na infância, quando quase matou o irmão ao dar-lhe com um tijolo na cabeça; e outro na juventude, envolvendo a mãe e o pai, um veterano da I Guerra Mundial que voltou traumatizado e era dado à bebida. Na recruta, sofreu tratos de polé por teimar em servir o seu país sem pôr um dedo sequer numa arma, e opôs-se com sucesso à dispensa compulsiva. Durante a invasão de Okinawa, no teatro do Pacífico, portou-se heroicamente debaixo de fogo, tratando e salvando 75 camaradas feridos com risco da sua vida, e tornando-se no único objetor de consciência condecorado nos EUA durante o conflito. Homem modesto, recusou quase até ao final da vida (morreu em 2006) que se fizessem filmes sobre ele.