quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Caso Maddie

Há uns anos comprei o livro do Gonçalo Amaral, "Maddie a verdade da mentira", mas confesso que a leitura foi um pouco na diagonal. Ontem decidi reler o mesmo e aquilo é realmente muito estranho.
Aliás, voltei a pegar nele porque há uns dias, o caso em apreço voltou a ser notícia, isto porque a Scotland Yard descobriu novas pistas e pretende reabrir o caso.
A Scotland Yard, que costuma intervir em casos semelhantes, que a início estava a ser tratado como um caso de rapto, em 2007 não veio logo para Portugal, o que espantou os investigadores Portugueses, pois estavam à espera de ajuda inglesa e a polícia que veio para o nosso país, era a da área de residência dos pais da pequena Maddie, alegando que em Inglaterra é assim que se processa.
Mas tudo o que Gonçalo Amaral colocou em causa, é realmente motivo para tal, senão vejamos:
- Na noite em que Maddie desapareceu, os pais e os restantes casais amigos, encontravam-se a jantar no restaurante "Tapas", perto do Ocean Club onde estavam hospedados, alegando que de 15 em 15 minutos iam aos apartamentos verificar se os filhos continuavam bem. Eu não sou mãe, mas tenho muitas pessoas à minha volta que são e têm filhos pequenos, e nunca, principalmente fora do local onde vivem, vi esses pais a irem jantar fora, deixando os filhos a dormir nos apartamentos. Podem dizer que os Ingleses são assim, e mimimimi, pois isso faz-me confusão.
- Os casais vieram de férias com os respectivo filhos, e as coitadas das crianças passaram as férias entregues aos cuidados de educadoras, enfiadas na creche, outra coisa que me faz comichão. Então eu algum dia irei de férias com os meus filhos e deixo-os, todos os santos dias, entregues a educadoras?! Para isso, ou vou de férias sozinha, deixando os piquenos entregues aos avós, ou prefiro não ir.
- Depois, na inquirição o pai da Maddie diz que do restaurante conseguia ver a janela do apartamento, o que mais tarde foi verificado pelos inspetores da Judiciária, e do restaurante não tinham boa visibilidade para o apartamento.
- Uma das amigas do casal, alegou que viu um sujeito mal vestido, com uma criança ao colo, sujeito esse que mais ninguém viu.
- Uns alegavam que a janela estava com a persiana toda puxada para cima, outros diziam que estava fechada.
- Os pais de Maddie entregaram os telemóveis sem qualquer chamada no registo, sendo que após o pedido da PJ às operadoras, constataram que os mesmos tinham efectuado chamadas, mas que as apagaram.
- Quando levaram a mãe da Maddie para um reconhecimento, ela mais parecia chateada do que ansiosa.
- Os inspetores foram afastados, sendo que mais tarde o director da PJ veio dizer a público que os inspetores foram precipitados.
- As camas dos irmãos de Maddie encontravam-se sem lençóis, quando os primeiros inspetores se deslocaram ao local.
- A mãe lavou o ursinho que a menina usava sempre...
E agora, após todos estes anos a Polícia Inglesa começa a dar a entender que afinal a nossa PJ, a dos portuguesinhos, afinal tinha alguma razão.
Se isto não é muito mal contado, com muitos conhecimentos e politiquice à mistura, então não sei o que é...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Não faço fretes

Tenho 27 anos, e se há anos pensava no meu futuro, nunca foi isto que imaginei.
Pensava sempre que iria continuar com os amigos de sempre, com o grupo dos galinheiros, que estaria no CEJ e sem namorado.
Pois que a vida dá muitas voltas, e estou na Ordem dos Advogados, algo que nunca quis, mas que gosto de fazer.
Embora o estágio seja maçador, embora o patrono seja louco, tanto me leve às lágrimas como ao riso em segundos, e talvez não seja o melhor patrono, mas é o que eu tenho, e a meses de terminar o estágio não vou mudar, apenas porque se aguentei até agora, também aguento o resto, até porque não sei o que implicaria essa alteração, e na verdade trabalho em todas as áreas.
Gosto dos tribunais, do frio na barriga que sinto quando lá entro, das noites anteriores sempre a dormir mal, e da sensação final "oh afinal era isto? fácil..." ou então "ai correu tão mal, o meu patrono vai me matar...", mas é assim mesmo, afinal mesmo os grandes profissionais erram, e eu ainda estou a aprender.
Tenho 27 anos e estou de bem com a vida. É verdade que sou meia bipolar, que tão depressa estou a rir, como a chorar, mas é verdade que estou bem resolvida.
Tenho  namorado há anos, nunca por nunca tive uma relação tão longa, até porque lá está, sempre fui do género "agora não gosto muito e ele está completamente caído", "oh pá queria dar-me a mão, já viste isto? eu detesto andar de mão dada..." habituo o rapaz e ele depois diz "oh pá já não gosto tanto de ti.... e temos de dar um tempo, ou algo do género", e o que faz a Rita? "Ai que eu gosto tanto dele, agora que ele não gosta, ai que eu até lhe queria dar a mão..." Pois, não é fácil compreender-me...
Mas tal como dizia, tenho namorado há anos, namorado que amo de paixão, que tenta compreender os meus devaneios, embora nem sempre consiga, e então o que faz?? "Deixa pra lá"... e como é inteligente. Na verdade, é um pouco como eu, não gosta cá de show-off, nem de longos beijos em público, nem de mãos dadas, nem de paneleirices do género. Claro que eu as vezes, normalmente quando há álcool à mistura, gosto do show-off, mas bendito namorado que não se entusiasma tanto quanto eu.
Tenho 27 anos, e há anos atrás pensava que tinha muitos amigos, pois que estava redondamente enganada. Tenho pouco amigos, mesmo poucos. Tenho pessoas de quem gosto, muitas, mas amigos de verdade, nem por isso. E eu penso, mas é tão fácil ser meu amigo, porque vá, é verdade, tenho mau feitio, tenho ciúmes de amigos (que porra mais estranha, mas a verdade é que tenho e detesto quando os sinto), mas sou tão mais de dar, sou tão mais de mimar, de fazer tudo o que está ao meu alcance pelos meus amigos, é que faço mesmo, não é cliché, faço o que for necessário. Agora depois há aqueles que eram meus amigos, pensava eu, aquele que me ligava, ou me enchia a caixa de mensagens para desabafar, ou porque precisava de conselhos, ou porque ela dava para trás e ele não sabia o que fazer, e quem chamava? A Rita. Agora que ela já é tudo de bom, e mimimimi, pois que, "Rita? Quem é? Não conheço?". E isso não é ser amigo, isso é fingir que sou amigo porque me dá jeito. E sabes que mais? Quem perde és tu, mas vá, muitas felicidades, de preferência bem longe de mim.
Tenho 27 anos e tenho poucos mas bons amigos, claro que a maior parte das vezes eu só ouço, porque pergunto é verdade, ouço o que se passa, o que decidiu fazer, o que sente, porque pergunto, porque me interesso, porque realmente quero saber.
Tenho 27 anos e não me importo nada de os ter, não acho que estou a ficar velha, até porque se tiver de me deitar às 22h30 deito, mas se tiver de sair até de manhã, de beber com miúdos de 19 anos, de saltar numa pista de dança, também o faço.
Sou mimada, sempre fui, mimada pelos pais, pelo irmão, pelos avós que já não tenho, e quando as coisas não são como eu quero, amuo, esperneio, etc etc, mas as coisas são quase sempre como eu quero, claro está aquelas em que tenho poder de decisão.
Sou mimada, mas sempre fui de resolver os meus problemas, de meter a mão na massa, de ir em frente, muitas vezes cheia de medo, mas resolvo ... Nunca espero que os outros o façam, até porque se não fazem como eu acho que devem, ai que aí está o caldo entornado.
Estou sempre a reclamar com o meu namorado porque ele não faz planos, ou não pensa em fazermos isto ou aquilo, mas na verdade quando o faz eu ponho defeitos, ou digo que preferia isto ou aquilo, e no final de contas quem organiza, quem decide, quem planeia sou eu.
Tenho uma família de loucos, em casa todos falam alto, todos se chateiam e passado 1 minuto já está tudo bem, como se nada tivesse acontecido.
Não sou fácil, tenho muitos defeitos, como a impulsividade, muitas vezes não consigo filtrar as coisas que digo, sou muito de falar alto, tenho um ar antipático, amuo, regateio, mas sou assim, sou assim e estou de bem com a vida e não faço fretes.
E foi este o desabafo de hoje, porque me apeteceu.

sábado, 29 de junho de 2013

Minha querida melhor amiga!


 
 Minha querida amiga. Ainda me recordo do teu início com o G., da paixão que vos unia, dos momentos bons que partilhavam, dos menos bons como em todas as relações, porque basicamente estive sempre lá.

Não raras as vezes, após terem, digamos que, feito uma pausa, questionava-te sobre o G. e a conversa era sempre a mesma … respostas que nem tu, nem ninguém acreditava, porque era uma história mal resolvida, era uma história intensa e no final de contas, podendo parecer um cliché, o primeiro amor, é sempre o primeiro amor e nunca se esquece!

Atravessaste um oceano, para viver a tua história de amor, e gabo-te a coragem e a determinação, afinal a vida é só uma, e o que levamos dela são os afectos.

Daqui a pouco mais de um mês, iremos partilhar convosco um dos dias que será um dos melhores das vossas vidas, com todas as pessoas que vos amam a celebrar o vosso amor, e agradeço por poder fazer parte, da tua vida, dos teus momentos, da vossa felicidade.

Estou deste lado a torcer pelos dois, a torcer pela vitória do amor, a torcer para que sejam felizes.

É certo que não sou propriamente a melhor amiga do G., mas também é certo que pelo simples facto dele ser o “tal” para ti, dele te fazer feliz, gosto dele e espero do fundo do coração que os “elefantes que existiam entre nós”, não tenham passado de parvoíces de adolescência.

Estou aqui para tudo, para ajudar-te em tudo, porque afinal de contas sou uma privilegiada por ter uma melhor amiga tão especial quanto tu.

Volta rápido, para os preparativos e da minha parte, podes contar  para tudo e tentarei contribuir para que seja um dia inesquecível, o vosso dia.

Adoro-te minha querida melhor amiga.

Até Já.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A triste vida dos estagiários...

Aqui estás tu, jovem estagiário
Acordado a estudar
À espera de um lugar,
Difícil de alcançar....
No estágio vive a esperança
Na Ordem, a incerteza... de mais uma vitória
Que tens que conquistar,
Mas tens que te esfalfar!

Ai estes são advogados estagiários
Unidos para vencer
Ansiosos por fazer
Pôr o Marinho a correr.

Em cada fase tudo a temer,
No momento das decisões
A vitória nesta Ordem, como vamos lutar??, para na Agregação passar!
Ser estagiário não é uma bênção, Ai como se pode partilhar!
 Dar tudo pelo estágio, para um chavo ganhar!!!

Ai estes são advogados estagiários
Unidos para vencer
Ansiosos por fazer
Pôr o Marinho a correr.

sábado, 1 de junho de 2013

Uma das minhas apresentadoras preferidas escreveu um livro cujo título é "Deve ser isto o amor" e dedicou ao avô que já faleceu. Além do nome que partilhamos, partilhamos também a imensa saudade pelos nossos avós, um em concreto, que já partiram.
E muitas vezes pensamos que amamos alguém, dizemos "amo-te", mas será que sabemos o que é realmente o amor? Será que por vezes o amor não é confundido com paixão, ou com amizade?!
São poucas as vezes que digo a alguém que o amo, não fui educada de forma a expressar os meus sentimentos (com muita pena minha), mas costumo guardar para mim, costumo retrair quando alguém demonstra carinho, afeto ou amor por mim, e não gosto disso, porque na realidade eu amo, não muitas, mas algumas pessoas.
Amo os meus amigos, mas só aqueles que são mesmo amigos, porque vulgarizar a palavra amizade está em voga nos dias de hoje. Eu tenho poucos amigos, durante a minha vida tive pessoas especiais, que hoje em dia já não o são e só uma delas é que ainda hoje amo, um amigo com quem partilhei grande parte da minha adolescência e juventude, mas que por motivos que não sei explicar, nos afastamos, mas ainda hoje amo essa pessoa como se de um irmão se tratasse.
Amo aquele amigo que me faz sorrir sempre, que me diz que sou uma seca quando estou sóbria, e como eu fico fula com isso, mas amo-o, faço tudo por ele.
Amo aquela amiga que está longe, a quem apelido de melhor amiga, porque o é na realidade, é aquela que eu quero ver feliz, aquela por quem faço tudo, só para a ver sorrir.
Amo aquela amiga que está sempre aqui, aquela amiga com quem falo todos os dias, mesmo que por segundos porque estamos no local de trabalho e não podemos falar mais.
Amo o meu afilhado, o menino mais querido, mais inteligente, mais engraçado do mundo, o meu menino, o meu Gu,e como amo ouvi-lo chamar-me de sua Mimi.
Amor de primos, como eu gosto disso, tenho tantos e bons primos, primos que me acompanham, primos que me divertem, primos com quem amo conversar, primos com quem gosto de estar, mesmo que em silêncio, só porque os amo e quero que sejam felizes.
Amor de irmãos, daqueles que não se expressa, que apenas se sente, daqueles que sabemos que estarão sempre ali para nós, independentemente de tudo o resto.
Amor de tios, de pais, de família, e como a minha família é tão linda, somos capelas e isso basta.
E depois vem o outro amor, o carnal, o amor da vida, o amor para partilhar os dias, as vivências, os amuos, as chatices, aquele amor, o verdadeiro, o que não tem explicação, simplesmente se sente. Eu encontrei esse amor, aquele com quem quero ficar independentemente das discussões, das adaptações, de tudo o resto... o amor, o que deve ser isto o amor, o que todos nós merecemos sentir, viver, partilhar, gritar, porque haverá algo maior do que este sentimento? Não. Então, deve ser isto o amor.

quarta-feira, 29 de maio de 2013


Atrevo-me a retirar o "high school", mas o modo é este... ir para um local, qualquer, melhor do que este. Não é fugir, é mudar. Não é ser ingrata com o que tenho, é querer melhorar, é querer sonhar e divagar, sem ninguém a chatear. Ou chatear até podem, desde que não sejam maçadores, desde que não sejam injustos, desde que valorizem, que não menosprezem, que não achem que têm garantido, porque a única coisa que temos garantida nas nossas vidas, é a morte. Sei que é sombrio, mas é real.
Dizem que chorar faz bem à alma, é verdade, a mim lava-me a alma, embora por vezes me exponha mais do que gostaria, mas no momento certo, ai como sabe bem, ai como faz bem. Triste é chorar quando só se quer sorrir, quando aparentemente tudo vai bem com aquela pessoa, quando até tem um emprego, quando até tem um salário, quando até tem alguém que ama, quando até tem amigos, quando até tem família... e quem disse que isso chega?! Também ninguém disse que ia ser fácil... mas porra... tão difícil assim? Tão duro assim? Estarás a ser castigada por algo que fizeste noutras vidas?! Não se trata do estado, a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha, ou os maridos das outras são.. trata-se de uma insatisfação, de um aperto no coração, de ter medo de mais uma desilusão e muitas vezes de não conseguir dizer não....
A expressão constante é "como queria ter dinheiro, para desaparecer", será que era assim? Não sei porque não tenho, mas sei que as coisas cansam, mesmo quando se ama, mesmo quando se ama a pessoa, mesmo quando se ama a profissão.
Tu que sempre achaste que não irias ser assim, que não toleravas certas coisas, acabas por tolerar, acabas por aceitar e deixar estar, só porque pensas que amanhã será melhor, e então pergunto "oh amanhã, mas tu nunca mais chegas?".


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Exposição Joana Vasconcelos - Palácio da Ajuda!



A minha favorita!


No sábado, um dos programas na capital, foi a exposição da Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda! Que belo programa, adorei, não só pela exposição, mas pelo Palácio que é delicioso. Claro que a exposição está muito boa, muito bem contextualizada. Mas o Palácio, ai o Palácio... a dada altura, numa das escadarias dizia às meninas para imaginarmo-nos a descer aquelas mesmas escadas com vestidos longos, "encarnar" a pele de D. Maria Pia. Quem poder ver, não perca, estará até Agosto. Uma manhã de sábado mesmo bem passada

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Ear cuff - Tendência

Além da nova tendência em relação a brincos cheiooos de brilho, os da Parfois são o máximo, adoro esta tendência de ear cuff.



 

segunda-feira, 15 de abril de 2013


 
 
 
Ser transparente é terrível, porque mesmo quando fazes um esforço para fazer um ar simpático, ar de quem está a gostar imenso da conversa, ou que até gostas da pessoa e no final, quando ela vira costas ouves de quem está ao teu lado algo como "possa podias ter feito outra cara, é que nota-se mesmo que não gostas dela".
Xinapá, eu que até pensei que tinha feito uma expressão bem cutchi cutchi.
Ou então, em dias como os de hoje, em que até ao telefone entendem o que me vai na cabeça, "na 4ª tem de ir a tribunal fazer nzajfbafba. Pois já sei o que está a pensar, aliás até já está a tossir ahahahah habitue-se", oi?! Eu nem abri a boca.....

Quem nunca amou assim?
Eu já, e como é óbvio arrependi-me de ter amado assim.

sábado, 13 de abril de 2013

Parabéns, minha pessoa!

Hoje é o aniversário de uma das minhas pessoas, da minha prima/irmã A. L.
O certo é que desde que nasci que a minha vida é partilhada com ela, quando nasci ela tinha 4 anos, mas os primos mais próximos eram todos rapazes, de maneira que tinhamos de unir esforços, embora, como é bom de ver, fôssemos duas "maria - rapaz".
Quando estamos juntas é uma constante ouvir algo como "lá estão aquelas duas...", aliás, as pessoas que nos conhecem já sabem que se porventura quiserem que alguma de nós fique a saber alguma coisa, basta contar a uma, pois a outra saberá de certeza. Tal é a nossa cumplicidade que era normal a C., irmã mais nova da A.L, morrer de ciúmes nossos.
Há uma história deliciosa, nas férias de Verão, os meus pais tinham por hábito passar 15 dias de férias em Portimão, num desses Verões, a A. L enviou-me uma carta, pois sentia muitas saudades, desse modo pediu à mãe, minha madrinha, ajuda nesse sentido, e era ver-me a ler a bendita carta umas 5 vezes por dia. Delicioso.
A A.L é muitooo orgulhosa, é muitooo teimosa, tem um mau feitio tremendo, diz tudo o que pensa, quer gostem quer não, aliás muitas das vezes estou ao lado a torcer para que se cale, só para não arranjar chatices, mas ela quer lá saber, quem gosta gosta, quem não gosta que gostasse.
A A.L é linda, tem uma cara de princesa, tem uma barriga de causar inveja, tem uma pinta tremenda, é daquelas pessoas que quando chega, os outros sentem a sua presença, em pequena, os meus amigos eram unânimes em dizer "a tua prima é uma brasa", vê-la a partir corações era um hábito.
A A.L adora comer, aliás ambas partilhamos esse gosto, durante o tempo em que vivíamos juntas, não eram raras as petiscadas tardias, aliás, até incluíam incursões nocturnas ao supermercado para comprar broa e paio.
A A.L não bebe álcool, uma seca portanto, não fuma, aliás quando tenta é uma risota pegada, mas o incrível é que as pessoas que não a conhecem realmente, pensam que é uma doidivanas, que tem todos os vícios e mais alguns ... mal sabem o quão enganados estão.
A A.L teve uma educação dura, era arisca é um facto, mas muitas vezes sofreu sem ter culpa, sofreu injustamente, embora talvez seja isso que a tornou a mulher que é hoje.
A A.L é fria, não tem por hábito partilhar sentimentos, aliás, raramente dizemos o quanto gostamos uma da outra, não é comum desatarmos aos beijinhos e abraços pois não faz parte de nós.
A A.L acredita no amor, viveu histórias intensas, neste campo mais uma vez as pessoas que não a conhecem pensam que é uma doidivanas... mal sabem o quão estão enganados. Teve poucos amores de verdade e neste momento encontrou alguém que a completa, acho que não podiam combinar tão bem se fossem inventados.
Mas este amor vai levar a A.L para longe de mim, para longe de nós, dos nossos, e se é um facto que lhe digo que já devia ter ido, porque tem e deve lutar pelo que quer, pelo que é melhor para ela, porque merece mais, muito mais do que aquilo que tem neste momento, não foi este o plano que fizeram para ela, como tal tem de voar, mas também é um facto que me fará uma falta do caraças.  Já não poderei ligar só porque sim, só porque me apetece, só porque posso falar sobre o que me der na real gana.
Mas na verdade, só quero que ela seja feliz, porque eu estarei sempre aqui para ela, para nós.
Parabéns A.L.
Tem um feliz dia de aniversário, tem um feliz ano.
Love you.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dos irmãos....



A Comercial decidiu celebrar o dia dos irmãos e o incrível foi que várias pessoas ligavam para "mimar" não só os irmãos de sangue, mas também os de coração.
Eu tenho alguns de coração, a dada altura da nossa vida percebemos que são menos do que pensávamos, mas estão cá, além deles tenho um de sangue, o meu irmão.
Não é perfeito, eu também não sou, mas é meu, é orgulhoso, divertido, bem humorado, teimoso, casmurro, não consegue expressar o que realmente sente, amua, é chato, mas é meu irmão,sempre protector, por vezes maçador (todos os namorados têm defeitos), sempre a criticar o salto alto, a maquilhagem, mas ele pode criticar, aliás eu também posso criticá-lo, agora os outros é que não, aí não dá, não aceito, não gosto e não permito.
Fazemos 9 anos de diferença e está bom de ver que nem sempre fomos os melhores amigos, até porque quando ele já pensava em namoradas, em festarolas, eu ainda brincava com bonecas, era a chata da irmã mais nova. Agora é diferente, embora sejamos orgulhosos, sem nunca reconhecer que o outro tem razão, aliás tenho por hábito criticar tudo o que ele diz, mesmo quando concordo ... parvoíce, é o que é, mas é um dos meus amores.
Em relação aos de coração, a minha prima A. L é  como se fosse minha irmã de sangue, a minha infância foi com ela, ela foi sempre o meu exemplo, se fazia um penteado, eu também tinha de fazer, se ouvia Kelly family, eu também ouvia, facilitava os meus primeiros namoricos, foi e é a minha irmã mais velha.
A T. foi durante muito tempo, a par da A. L, a minha única irmã de coração, a minha confidente, porque para ser irmã não precisa ser de sangue, estamos muito longe uma da outra, mas é sempre igual o que sinto, está sempre presente, e quando não se é irmão, quando se é apenas amigo, colega, ou conhecido, a distância atrapalha, a distância apaga, mas com ela isso não acontece. A T. vai casar e por vezes, dado o empenho,a dedicação que sinto em relação a isso, em relação a ela, tenho de parar para pensar "calma lá que tu não és irmã dela, isso cabe às irmãs", mas confesso que isso é momentâneo, porque quero que corra tudo tão bem quanto correu no casamento do meu irmão.
Actualmente a L. faz mais esse papel, porque está cá, porque estamos perto, porque falamos todas as semanas, porque partilhamos sentimentos, vivências, problemas, porque estamos aqui uma para a outra, porque podemos contar sempre uma com a outra, são as duas irmãs de sangue e minhas imãs de coração.
Resumindo, tenho quatro irmãos e a eles desejo um Feliz dia do irmão, eu estarei sempre por cá, a gostar de vocês, mesmo quando não gosto, mesmo quando me aborrecem, porque no final de contas somos irmãos.

Rui Zink - Sobre as mulheres

"O que Sempre Soube das Mulheres

Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-semesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até amais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco.

Rui Zink, in "Jornal Metro"